quinta-feira, 21 de julho de 2011

SONHO

Sonho e anoiteço
Em cada anoitecer,
E só no sonho aconteço
O que desejo ser...

Sonho e adormeço,
Embalada em cada desejo
Que estremeço,
E só a dormir, vejo!

Julgando viver,
Durmo, viajando,
Com sensação de ter
O que vou ansiando...

Porque, somente
Nos sonhos, realizo
O que anseia a mente,
Quando a dormir, deslizo...

...para um outro plano?
Se querer é poder,
Porque todo este engano?
E como o inverter?

Sonho... e desperto
Para a realidade
Que me adia, incerto,
O sonho, de felicidade!

Nely

terça-feira, 19 de julho de 2011

UM TESTEMUNHO PARA DEUS (PARTE 2)

Deus formou a tua vida
Deus formou o teu destino
Deus não o vai tirar de ti
Deus não tira qualificativos

Quem tem vida tem pecado
Tem tudo aquilo que é seu
Tem o pecado da carne
Tem a vida que é de Deus

Tem o seu sacrário em carne
Tem a sua alma em cruz
Tem na vida uma centelha
Tem seu pontinho de luz

Tem tudo aquilo que é seu
Tem tudo aquilo que não é
Tem a vida que é de Deus
Tem Jesus em sua fé

(Antónia d´Assunção Cerina  - "Ensinamentos Espirituais"- parte 2)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Um Testemunho Para Deus (parte 1)

Deus tem a Graça e a Vida
Deus tem a Vida e a Luz
Deus tem Sua Graça em ti
Deus tem Vida que é Jesus

Deus é Jesus em espírito
Deus em ti é Sua Luz
Deus é Pai  Deus é Filho
Deus é consagração em cruz

Deus é de tudo o que tens
Deus é dono do teu espírito
Deus é consgrado em ti
Deus não é sangue nem cristo

Deus formou o teu espírito
Deus formou Sua Glória
Deus formou a tua alma
Deus em ti tem sicloria

Por Antónia Rosa d´Assunção Cerina
(in "Ensinamentos Espirituais", caderno 1)

domingo, 17 de julho de 2011

ROSA DE LUZ - (Poema Meu)

"Alma, rosa de luz na noite escura;
Grito cortando a imensidão deserta;
Ilha erguida no mar, janela aberta
Sobre o infinito, olhando em toda a altura."
-Anrique Paço D’Arcos, em "Voz Nua e Descoberta", p.96
 
 
 
ROSA DE LUZ
 
Alma, rosa de luz na noite escura,
Flor a desabrochar dentro de mim,
Foi o teu Amor que o quis assim;
Da alegria e paz me devolveu frescura.

Grito cortando a imensidão deserta.
O meu pedido de socorro ouviste…
Súbito e Maravilhoso, Tu surgiste,
Tornando-me a deixar alerta!

Ilha erguida no mar, janela aberta,
Minha vida, qu’então era isolada,
Tornou-se, por teu Espírito, habitada,
Voltando a estar fresca e desperta.

Sobre o infinito, olhando em toda altura,
Contemplo obras primorosas do teu Ser.
Ó, meu Senhor, que belo é meu viver:
Pensar em Ti me enche de doçura!
 
Nely

sábado, 16 de julho de 2011

SILÊNCIO!

SILÊNCIO!
 
 
Que silêncio é este, que cala e esconde o talento de quem só quis, alguma vez, denunciar a podridão de uma sociedade vil e desumana?
Silêncio, sim, à força! Que os valores mais nobres são abafados, quando tantas almas de poetas ou escritores clamam por eles, sem sequer serem ouvidos…
Porque não importa nada agora, porque não convém…
Porque a mísera ambição e cobiça não se detêm…
Silêncio, agora, ó vós que zombais! É tempo de calar e deixar passar o grito que atroa o ar:
-Liberdade! Amor! Amizade! Fraternidade! Justiça!
Silêncio! Que o riso se tornou esgar, na boca dos que sentem o travo amargo, de serem reconhecidos como cobardes, como inúteis e culpados… E ainda que virem a s costas, persegue-os a consciência, com o peso do remorso inútil e estéril…
Silêncio! Deixem ouvir os Poetas deste país desencantado, onde a Poesia foi desvalorizada, perante uma juventude, de tudo, desmotivada…
Silêncio!...Porque são horas!...Deixem a Poesia passar!
 
Nely 



*Frase/ Título do único livro desse autor, editado pela Junta de freguesia da Fuzeta.Este texto é uma sentida homenagem à sua memória, e à de outros poetas cuja obra tem sido ignorada

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O BALÃO

Os dedos frágeis afrouxam a pressão... escapa-se-lhes o cordel... solta-se o balão... e a criança, surpreendida, eleva os olhos, impotente, vendo o balão subir...
Eleva-se mais  e mais o balão... como num conhecido refrão... e a imaginação infantil segue-lhe a subida, ao som das palavras da canção, embalando os seus sonhos dourados...
E o brinquedo escapado, cada vez mais alto, vai-se perdendo na distancia da altitude, vagando, com o vento que o transporta, célere...
Tal como um balão, escapando das mãos de uma inocente criança, foge de nós, às vezes, o que nos dá mais esperança...
Tal como um efémero brinquedo de um momento, a Vida, fugaz, foge inesperadamente, sem voltar atrás...
Mas os balões e risos da infancia ficam, apesar de tudo, para sempre, na lembrança!

Nely